Armazenamento móvel: do disquete às nuvens online




Os armazenamentos móveis se tornaram um grande aliado do usuário das tecnologias. A praticidade e a possibilidade de carregar consigo arquivos que pudessem ser executados em qualquer máquina ajudou nessa popularização. Mais rápido que a popularização foi a evolução dos dispositivos móveis. Tudo começou com os disquetes, passou pela era dos CDs, pendrives e agora está nas nuvens onlines que ganham força com a juventude conectada.

Drive de disquete





























É um dispositivo de leitura de mídias como disquete, dvd, e cd. Apesar dos drives de disquetes serem baseados nos mesmos princípios dos HDs, eles são muito mais simples, já que trabalham com densidades e taxas de leitura muito mais baixas. De certa forma, os drives de disquetes lembram um pouco os HDs de 5 a 10 MB usados no início da década de 80, com seus motores de passo e mídias pouco confiáveis.

A velocidade de rotação nos drives de disquete também é muitas vezes menor que a dos discos rígidos. Enquanto nos HDs rotações de 7.200 RPM ou mais são norma, um drive de 1.44 trabalha com apenas 300 rotações por minuto, ou seja, apenas 5 rotações por segundo! Um dos motivos de ser utilizada uma velocidade de rotação tão baixa é a fragilidade da mídia magnética dos disquetes, que fatalmente seria danificada durante a leitura e gravação de dados caso fossem utilizadas velocidades mais altas.

Disquetes 

O disquete foi inventado por Alan Shugart. À época, ele e sua equipe eram pesquisadores da IBM. A ideia era que o dispositivo servisse para guardar informações.

O ano era 1967 e a IBM queria uma solução que fosse prática e barata. Daí surgiu uma espécie de disco de leitura que, inicialmente, era chamado simplesmente de disco de memória. Apesar da boa ideia, esse disco sujava muito com a poeira e danificava os dados. Por isso, foi inventada uma capa e ele passou a se chamar disquete.

Seu lançamento comercial aconteceu em 1971 e logo se tornou uma solução incrível para fazer backups de arquivos e softwares que antes ficavam armazenados somente nos discos rígidos. Os modelos iniciais eram feitos de óxido de ferro magnético, plástico e tinha 8 polegadas.

Quando lançado, se tornou uma solução incrível para fazer backups de arquivos e softwares que antes ficavam armazenados somente nos discos rígidos. Os modelos iniciais eram feitos de óxido de ferro magnético, plástico e tinha 8 polegadas.

Com um tempo, o disquete passaria também a ler dados ao invés de só gravar. Nessa época, os drives que liam eram caríssimos e, por isso mesmo, pouco acessíveis.

Cinco anos depois, os disquetes passariam pela primeira evolução. Alan Shugart criou uma versão menor com 5¼ polegadas. Essa ideia iria ser logo copiada e, em um espaço curto de tempo, outras empresas passariam a fabricar os disputados disquetes. Veja as evoluções dos disquetes ao longo dos anos:

– Disquete sector duro (90kb) de 5¼ polegadas;
– Disquete sector soft de 5¼ polegadas (110kb);
– Disquete 2 polegadas (década de 80);
– Disquete 3 ½ da Sony.

O disquete da Sony de 3 ½ polegadas seria o mais utilizado durante toda a década de 90. Isso graças ao seu formato pequeno e por ser mais durável e seguro do que os maiores de 5 ¼ de polegadas. Esse último aos poucos foi deixando de ser utilizado e, consequentemente, de ser fabricado.




Os CDS


No início dos anos 80 surgia o CD (compact disco) e, devido a sua qualidade de som, em pouco tempo conquistou o espaço antes ocupado pelo disco de vinil. O sucesso arrebatador que fez acabou por popularizar, consequentemente, o gravador de CD. Desde então, mais do que ouvir músicas, tornou-se possível gravá-las, no CD-R, ou ainda apagá-las e regravá-las novamente, no CD-RW.

Como todo tipo de dado pode ser armazenado nele, não tardou para que fosse um sucesso também na área de informática, já que com 12 cm de diâmetro possuia capacidade de armazenamento de até 700 Mb, o equivalente a 486 disquetes. Percebido isso, o disco compacto ganhou uma outra função: dispositivo de backup.

Já o DVD (Digital Versatile Disc) foi criado alguns anos depois, em 1997, porém, apenas no ano 2000 passou a ser comercializado em terras brasileiras. Com capacidade de 4,7 Gb de espaço, mal chegou e já conseguiu abocanhar 80% do mercado nacional de vídeos.


ZIP DRIVE

Este disquete magnético foi um sucesso durante muito tempo. Fabricado pela empresa Iomega essas peças antecederam o CD-R e o CD-RW. Tinha uma capacidade maior que os disquetes convencionais (100 MB, cerca de 79 disquetes convencionais), os disquetes Zip  foram muito utilizados por engenheiros, arquitetos e designers que desejavam transmitir seus grandes projetos de desenho às gráficas rápidas onde seriam impressas. 

Com o advento dos CDs graváveis e regraváveis  e dos pen-drives, os disquetes zip perederam seu espaço. 





Cartão de Memória

No final dos anos 90, os primeiros cartões de memória apareceram no mercado. A portabilidade e o grande espaço de armazenamento foram os principais atrativos da novidade. No entanto, a produção desenfreada para os mais variados suportes fez com que não houvesse uma padronização de formato, o que tornou diversos modelos obsoletos muito rapidamente.

Memory card (Foto: Reprodução/SXC)

Apesar da grande variedade, os leitores de cartão de memória facilitam a vida dos usuários, já que tornam os dispositivos compatíveis em muitos computadores. Hoje, é possível encontra cartões de memórias em câmeras fotográficas, celulares, tablets, consoles de videogames portáteis e muitos outros dispositivos.

Atualmente, um cartão de memória, mesmo medindo milímetros, pode dispôr de até 128 Gb de espaço e velocidade de tranferência de dados de 45 Mb por segundo, em média. Na foto, um dos primeiros lançados, suportava apenas 128 Mb.

Pendrives 


O Pendrive é um dispositivo de armazenamento móvel que permite a conexão, com um computador ou equipamento, através de entrada USB. Desenvolvido no ano 2000, ele surgiu com a missão de fazer backup e resgatar os dados danificados que o antigo disquete deixou de herança.

Mais resistente, com maior capacidade de armazenar, e mais veloz, ele caiu no gosto popular e contribuiu para extinção definitiva do, já moribundo, disquete. Atualmente é possível encontrar pendrives de 100 mm, com até 512 Gb de espaço para armazenamento.


Fonte: Techtudo link: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/04/do-disquete-ao-pendrive-veja-evolucao-do-armazenamento-movel.html  


Armazenamento em nuvem online 

O armazenamento em nuvem realmente decolou graças a conexões de internet rápidas e confiáveis. O recurso é compreensível. Você pode armazenar seus arquivos on-line e acessá-los a partir de qualquer dispositivo conectado à Internet, de desktops e laptops a tablets e smartphones.  Há tantos serviços de armazenamento em nuvem para escolher, pode ser quase impossível saber qual é o ideal para você.

 Google Drive, iCloud e Dropbox são alguns dos exemplos de plataformas onlines que podem ser encontrada na rede. Mas há inúmeras e que podem ser exploradas de diferentes formas e preços.


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